eu gostava de simon.

novembro 18, 2008 at 3:43 pm (ficção, Livros, romance) (, , , )

porque eu sempre simpatizo com os personagens que tem distúrbios.

O Senhor das Moscas (aqui livro em inglês no submarino), de William Golding (1983) é “como um Lost com crianças”, palavras ditas em Two and a Half Man. Um dia um amigo me disse que queria ler e eu o tinha em casa. mas depois que ele apareceu no seriado, resolvi tirá-lo da estante.
Me lembrou um pouco um filme que vi no cinema recentemente, O Nevoeiro (The Mist), que trata das relações interpessoais calcadas em situações adversas. No livro as crianças sofrem um acidente de avião (meio inexplicado) e acabam numa ilha deserta no Pacífico. A criança mais velha tem 12 anos e, devido a uma falsa eloquencia, é proclamado líder depois de uma votação.
Conforme o tempo vai passando, as crianças começam a sentir o peso da solidão e da falta de rédeas, dando espaço para que o seu “monstro interior” apareça e domine as mentes mais fracas.

Eu não gostei de ler este livro. É curtinho, tem duzentas páginas. Mas durante toda a leitura fiquei imaginando o que poderia acontecer com as crianças. Mesmo sabendo o mote do texto, fiquei um pouco angustiada.

Na wiki tem um resumo e uma análise.

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Ensaio sobre a Cegueira

setembro 15, 2008 at 6:11 pm (ficção, Filmes, Livros, romance) (, , , , , )

Quando li este livro a primeira vez fiquei nervosa. porque pra mim, é um retrato da natureza humana. mesmo soando clichê. todos porcos, imundos. todos sofrendo, fazendo sofrer. tentando manter uma sanidade mental.
Me recordo de um dia estar em uma roda de amigos e estarmos falando sobre o quanto tem de autoral uma obra. pelo que você passa para escrever (ou filmar) daquela maneira? pensei sobre Saramago e o que ele pensou.
Eu particularmente tenho uma certa aflição de lugares com muita gente junta. seja num show, seja numa sala. um monte de gente junta, numa sala com fome. um monte de gente junta, numa sala, com fome e cegos. e sem sexo. e sem dignidade.
A cada pagina virada, eu esperava pelo pior.
Pensei na amizade. na beleza, na dor. nos limites de cada um. nos meus próprios limites. pensei nas adaptações que a gente faz. e em como não é difícil não. como é fácil. você se adapta. você se molda de acordo com o que te mostram, te oferecem.

O filme não deixa a desejar. como eu já havia lido o livro, senti o filme um pouco aquém. faltou sujeira. gostei muito da escolha dos personagens. quando eu li o livro, pra mim todos eram caucasianos, brancos, cabelos escuros. foi ótimo um japonês como primeiro cego. um negro como o cego da venda preta. não pensaria nisto como diretora (talvez por isso não o seja). boa a iluminação estourada. eu gostei. como disse um amigo meu “não é o filme da minha vida, mas é muito bom.”.

O Livro Ensaio Sobre a Cegueira é de 1.995.
li a edição da Companhia das Letras.

O Filme é de 2.008.
é dirigido pelo Fernando Meirelles.

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O Xangô de Baker Street

setembro 8, 2008 at 2:22 am (ficção, Livros, romance) (, , , , )

daria um filme bacana. achei legal.
o guilherme fontes devia ter finalizado esse filme.
(de repente eu fiquei com medo de dizer que ele roubou a grana.)

o Xangô é de 1.995. Escrito pelo Jo Soares.
Li a edição da Companhia ds Letras.
aliás, ultimamente todos são da Companhia das Letras.
acho uma boa editora.

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Secreções, excreções e desatinos

setembro 7, 2008 at 8:54 pm (contos, Livros) (, , , , )

o conto que eu mais gosto nesse livro é o “estupro”. acho que pela invasão, pelo estupro em si. não importa. eu gosto da literatura mais suja.

não sei muita coisa sobre o Rubem Fonseca, só que é dele Bufalo e Spallanzani e Agosto. esse último eu li, mas sem muita atenção. era mais uma distração que uma leitura.

Secreções, excreções e desatinos é de 2.001.

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Até o Dia que o Cão Morreu

agosto 29, 2008 at 8:26 pm (ficção, Livros, romance) (, , , , , )

Li este em apenas uma noite.

Conheci o autor através de um amigo via email. Me interessei muito, cacei um monte de coisas a respeito.
Mas me decepcionei. Gostaria que o livro fosse mais ágil.
Não deixa de ser bom.

Trata-se de um fulano que não tem muito o que fazer. Tem uma namoradinha gostosa. Grana dos pais no bolso. Um apartamento só pra ele. Ócio e gastrite.

Esse amigo disse que a graça toda do livro está aí. Nesse “nonada”, nessa letargia. Mas eu não pesquei essa vibração.

Até o Dia em que o Cão Morreu
Galera, Daniel
Companhia das Letras
2007
104 p

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